Uma carta para o Tempo

6 de abril de 2014


Querido Tempo, depois de anos eu comecei a te ouvir, comecei a ouvir aquilo que tu sempre gritou e eu nunca me dei ao trabalho de ouvir com atenção. Então venho aqui com o intuito de lhe agradecer, tantas coisas aconteceram na minha vida, quebrar a cara foi a qual mais se repetiu, vamos confessar aqui. Te agradeço por ter me dado aquilo o que você mais faz melhor: me deu tempo. Tenho que me desculpa passei muito tempo achando que você resolveria tudo, que você seria minha salvação. Acabei indo na onda dos outros, depositei muita fé naquela frase "Calma com o tempo isso cura", mas sabe o que eu percebi? Percebi que você não cura nada, você ameniza as coisas, porque quando eu me deparar com aquele sorriso que durante meses eu ignorei, a ferida vai se  abrir, e tudo vai voltar como um turbilhão de sentimentos. Um dia cansada de esperar você querido Tempo fizesse todo o trabalho, percebi que era eu que devia me levantar e seguir em frente, sabe travar minhas próprias batalhas, sim você me deu tempo pra chorar, mas tambem me deu tempo pra sorrir. As cicatrizes? Bom elas continuam lá, sem se curar completamente para me lembrarem de que as vezes o passado fica no passado. As dores? Foram amenizadas, mas são minhas companheiras do dia-a-dia . Percebi que elas nunca passariam, elas nunca iriam me deixar, aprendi que com você Tempo que elas vão diminuindo aos poucos e gradativamente, pois no fundo sei que elas sempre vão estar dentro de mim. Então Tempo obrigado por dizer: "Eu não sou seu remédio."

"Disseram que: O tempo cura tudo. Não concordo. As feridas permanecem. Com o tempo, a mente protege sua sanidade, cobre-as com cicatrizes e a dor diminuí. Mas ela nunca se vai." - Rose Kennedy

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